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Maleiane exige maior transparência nos relatórios

O Ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleiane, defende maior transparência, responsabilidade e ética na preparação dos relatórios financeiros das empresas de modo a contribuir para a melhoria do ambiente de negócios, defesa do interesse público, bem como para uma maior confiança dos investidores estrangeiros.

O governante defendeu a ideia, há dias, em Maputo, durante a cerimónia de inauguração da academia da Ordem dos Contabilistas e Auditores de Moçambique (OCAM), que visa dar cumprimento às premissas de desenvolvimento de competências profissionais, associando a teoria e a prática reconhecidas internacionalmente aos profissionais residentes no país.

Segundo Adriano Maleiane, a academia ora inaugurada deve igualmente ser uma base para o necessário treinamento dos contabilistas e auditores em toda a sua dimensão, contribuindo para elevar os índices de desempenho do sector público, na orçamentação e controlo da despesa pública bem como na harmonização dos sistemas contabilísticos.

O governante referiu ainda ser importante que a constituição da academia da OCAM crie condições para complementar a perspectiva de filiação da Ordem à Federação Internacional de Contabilidade.

De acordo com a fonte, neste contexto a academia deve ser um veículo que vai ajudar e propiciar aos membros da OCAM diferentes tipos de formação em conformidade com os mais recentes desenvolvimentos da profissão a nível internacional.

A inauguração da academia da OCAM acontece num contexto em que o mundo se debate com o combate ao inimigo invisível, a Covd-19, uma pandemia que requer dos gestores da academia criatividade para modernização dos processos de formação e funcionamento, usando tecnologias de comunicação e informação”, disse.

Por seu turno, o Bastonário da OCAM, Mário Sitoe, disse que no que se refere ao sector público o desafio é bastante maior e reveste-se de grande complexidade, uma vez que em Moçambique as entidades do sector público adoptam um modelo contabilístico de caixa e na base de compromisso.

O actual sistema contabilístico adoptado pelo sector público está desactualizado, deixando de ser suficientemente fiável, uma vez que está baseado, sobretudo, em regras e não em princípios e, em geral, não dispõe de informação essencial que permita a avaliação do desempenho e um relato financeiro de elevada qualidade”, informou.

Por isso, segundo Mário Sitoe, há necessidade de se fazer um esforço sério no sentido de se adoptar as melhores práticas, como a única forma de reforçar a transparência e a credibilidade da informação financeira.

Estamos cientes de que são hoje cada vez mais óbvias as razões que justificam uma maior aproximação do universo da contabilidade nacional. Penso ter chegado o momento da a União Africana e a SADC se decidirem por uma maior harmonização contabilística no sector público”, frisou.

Para além de os membros e associados da Ordem, membros do governo e do corpo diplomático, o evento também contou com a participação de instituições ligadas ao sector de educação em Moçambique.

 

Fonte: Jornal Notícias, terça-feira, 18 de Agosto de 2020.

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